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Meditações sobre a morte de uma prima



A morte desta prima teve um impacto especial em mim. O maior efeito, suponho, foi ter passado o dia meditando sobre uma das grandes questões da filosofia/teologia: a soberania de Deus versus o livre arbítrio do homem.






Este blog está disponível em formato áudio aqui.


Recebi uma notícia chocante logo de manhã no sábado passado. Minha prima Dawn faleceu inesperadamente, vítima da gripe e suas complicações. Ela não é a primeira a falecer dos cerca de 35 primos do lado da minha mãe. A maioria deles são mais velhos do que eu e alguns ainda estão vivos na casa dos 90 anos. Meu choque ao receber a notícia foi maior porque Dawn foi somente quatro meses mais velha do que eu. Meu primeiro pensamento foi: "Espera aí , ela é da minha idade!" No verão de 1964, eu e ela saímos para a faculdade em direções diferentes. Ela foi para o Texas e eu para o Arkansas.


Depois disso, nossos contatos foram principalmente por correio ou e-mail. Casei-me e criei a minha família no meio do Oceano Atlântico; ela criou sua família no Kansas, não muito longe do centro geográfico continental dos EUA, o mais longe possível do oceano. Nossos caminhos se cruzaram uma ou duas vezes nos anos posteriores, mas se ela tinha problemas médicos, eu não estava ciente deles. Isso aumenta o elemento de surpresa ao saber que ela faleceu.


Depois de ouvir a notícia, passei o resto do dia refletindo sobre a questão da soberania de Deus e do livre-arbítrio do Homem. É um debate que tem enchido as páginas dos livros, e tem dividido inúmeras igrejas e posto fim a amizades. ***Tive uma nova apreciação do fato de que, não importa até onde nossa liberdade de escolha se estenda, ela não inclui a escolha do momento e a maneira de nossa partida desta vida. Os ateus podem não concordar conosco sobre a existência de um Deus que está no controle dos assuntos de nossas vidas, mas eles não podem com razão afirmar que estão na posição de decidir como e quando suas vidas vão acabar. Nisto, Deus é soberano, e o falecimento de Dawn realçou este ponto para mim.  

Por um lado, não temos a opção de não morrer: "Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram.", Romanos 5.12. Mas mesmo na morte há um elemento de livre-arbítrio, porque mesmo que não sejamos livres para escolher quando e como morrermos, temos uma escolha em como nos preparamos para esse dia.


Isso quer dizer que podemos escolher como seremos salvos? Podemos planear a nossa própria fuga da condenação final? Não. Deus é soberano e Ele estabeleceu o caminho e os meios. 


1) Jesus será o supremo juiz de cada alma. "Assim, o Pai a ninguém julga, mas confiou todo o julgamento ao Filho, a fim de que todos honrem o Filho exatamente como honram o Pai. Aquele que não honra o Filho não honra o Pai que o enviou."  João 5.22-23.

2) Jesus, o juiz, já emitiu sentença. "Assegurou-lhes Jesus: “Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim." João 14.6 Ele já declarou que, "Em verdade, em verdade vos asseguro: quem ouve a minha Palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida.." João 5.24

3) Deus, através de Pedro, reafirmou esse plano logo no início da igreja. "E em nenhum outro há salvação; porque debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, em que devamos ser salvos." Atos 4.12.


Em outras palavras, apenas os tolos falariam mal do juiz encarregado de condená-los. Aqueles que falam mal de Jesus agora, um dia estarão diante dEle como seu juiz. É aqui que exercemos o nosso livre-arbítrio: podemos aceitar a única maneira de salvação que Deus decretou, ou podemos rejeitá-la. A escolha é nossa. A responsabilidade é nossa. A nossa salvação eterna ou a nossa condenação eterna depende dessa decisão. Não faço ideia de como e quando a minha vida na Terra vai acabar. Deus sabe, mas Ele não me disse nada sobre isso. Quanto ao que acontece com cada um de nós depois que passamos para a eternidade, Deus também sabe disso, e sobre isso Ele já nos disse algo em Sua Palavra. Nem tudo, claro. Somos incapazes de compreender todos os horrores do inferno ou contemplar a plena glória da Sua presença. Mas Ele nos diz o suficiente para que escolhamos Sua oferta de salvação. Muitos anos atrás, e u pus nas Suas mãos a questão de tratar dos detalhes desta vida e do que vier depois.

A morte de Dawn foi um lembrete forte de que tenho idade suficiente para morrer a qualquer momento. Mas, afinal, todos estamos nessa condição, não estamos?

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