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O Evangelho Segundo o Washington Post





A manchete do recente artigo de opinião de Christine Emba no Washington Post chamou-me a atenção. "Os homens estão perdidos. Aqui está um mapa para sair do deserto."


Embora esta manchete pudesse ser uma boa pista para falar sobre a Bíblia e sua mensagem, o conteúdo do artigo apontava 180º na direção oposta, pois tratava da perceção da articulista sobre as lutas que os jovens estão tendo hoje em saber exatamente o que se espera deles em termos de masculinidade.


Não vou entrar em detalhes aqui, e o melhor seria cada um ler o artigo aqui por si mesmo. Para leitores de língua portuguesa, reconheço que isso não será fácil no mínimo, e provavelmente impossível para a maioria. Há ferramentas na web que traduzem razoavelmente bem, por isso, talvez não seja impossível de tudo. Mas vou resumir assim: a autora afirma que o aumento dos direitos e da posição das mulheres na sociedade, incluindo seu poder aquisitivo, que em alguns casos resulta no facto que a mulher no relacionamento ganha mais do que o homem, e isto cria complicações. Também, há o perigo do homem ser "demasiado viril" e, assim, há o perigo de desencadear a acusação de "masculinidade tóxica".


A pressão cultural que assistimos em nossos dias para aceitar estilos de vida homossexuais e shows de “drag queens” como normais aumenta ainda mais a confusão na mente dos homens.


A autora, na verdade, acerta em algumas coisas em seu artigo. Ela usa descaradamente os termos "homens" e "mulheres", evitando as invenções complicadas da terminologia que têm o propósito de eliminar referências diretas ao gênero. (Ouça Podcast ITLT-4-P “Quão Tolos São os Sábios” para uma discussão mais completa sobre este ponto.)


E embora em sua discussão a autora se refira às posições sobre a masculinidade defendidas pelo "extrema-direita" ou os pontos de vista "alinhados à direita", ou como ela disse em certa altura a "masculinidade tradicional", ela admite que a nova definição de masculinidade deve levar em conta o fato de que existem diferenças de gênero no nascimento e ignorá-las ou eliminá-las (tornando a nova masculinidade feminina, no fundo) não é o caminho a seguir. É preciso "permitir variedades de masculinidade", ela diz, mas a frase reveladora e indiscutível foi esta: "As pessoas precisam de códigos para explicar o que é ser humano". Em seguida, veio esta frase que resume tudo: "E quando esses [códigos] não forem facilmente encontrados, [as pessoas] aceitarão o que for oferecido, não importa o que venha em anexo".



Sua afirmação " As pessoas precisam de códigos para explicar o que é ser humano " é 100% correta... até certo limite. O que está em falta aqui? A autora não vê que já existe um código de como ser humano: o código chama-se a Bíblia, a Palavra de Deus. Mas, ao ignorar ou rejeitar a própria ideia de Deus (não há referência alguma ao divino ou algo sobrenatural no artigo), qualquer código dado pelo criador dos seres humanos é automaticamente descartado. E por isso ela continua por dizer, "E quando esses [códigos] não são facilmente encontrados, [as pessoas] aceitarão tudo o que for oferecido, não importa o que mais esteja anexado."


Não é de admirar que a escritora veja confusão nas mentes dos homens que procuram orientação sobre como ser homem. Ao descartar o código único e autorizado para o comportamento humano, surge a necessidade de criar um código. E aparentemente – obviamente, na verdade – todos que oferecem um código expressarão o que pessoalmente acreditam que deve ser o modelo para a masculinidade. Agora, a quem vamos dar ouvidos? Quem tem a resposta final e fidedigna?


Como eu disse no início, o título do artigo seria uma boa pista para falar sobre a Bíblia. A Bíblia diz "Os homens estão perdidos"... mas quando a Bíblia diz isso, significa "As mulheres também estão perdidas". Todos estamos perdidos. Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.



Os homens estão perdidos. Aqui está um mapa para sair do deserto. A segunda parte do título, embora ofereça uma certa dose de esperança, fica aquém do padrão bíblico. A Bíblia não oferece um mapa para nossa saída do deserto, como a autora descreve a situação dos homens perdidos. A Bíblia apresenta O Caminho. Em resposta à pergunta de Tomé, "Como podemos saber o caminho?" Em João 14.6 Jesus diz: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por Mim." O deserto a que a autora se refere existe apenas nesta vida, mas a Bíblia descreve a nossa perdição como sendo para toda a eternidade.


Os homens de facto estão perdidos. Mas as mulheres também. As pessoas simplesmente não percebem o quão perdidas estão. E, sim, há um código que nos diz como ser humano, um mapa que nos mostra a única saída da nossa perdição.


Como é triste ver que o Washington Post tenha chegado tão perto da verdade e falhou tão desastrosamente. Mais um Evangelho sem nada de Boas Novas.

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